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Câmara Municipal de Ilhéus

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Sindicalista diz na Câmara que há interesses em transformar os Correios numa empresa que dá prejuízos; “Não é verdade”

31/08/2021 às 18h52

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Os Correios no Brasil não são deficitários. A prova disso é que a empresa registrou um lucro de 1,5 bilhão de reais nos últimos quatro anos.  Por isso, sua privatização é considerada pelo diretor do Sindicato dos Trabalhadores da Empresa Brasileira de Correios e Telégrafos na Bahia (Sincotelba), Joseval Nascimento Cunha, uma usurpação ao patrimônio do País. Ele participou hoje à tarde da sessão da Câmara de Ilhéus à convite da vereadora Enilda Mendonça (PT). “Como vamos privatizar uma empresa que não depende do governo e que não dá prejuízo?”, questionou.

O líder sindical pediu apoio aos vereadores de Ilhéus. “Estamos passando por uma transição. A privatização já foi debatida na Câmara dos Deputados e hoje a discussão está no Senado. Estou aqui pedindo ajuda aos senhores e senhoras vereadores, por conta das alianças partidárias de vocês com senadores da República”, justificou.

A privatização dos Correios, de acordo com o servidor, é prejudicial a diversos municípios brasileiros. De 11mil e 500 agências em todo o País, mais de 4 mil delas são mantidas em parceria com a prefeitura. “A saída dos Correios prejudicará muitos municípios”, destacou o líder sindical.

De acordo com Joseval, os Correios estão entre as três instituições que têm mais confiança da população brasileira. Ele fala em interesse de setores capitalistas em privatizar a empresa. “Estão de olho nesta mina de dinheiro. Este é o verdadeiro interesse. Não é porque o Correio está falido”, sentenciou.