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Câmara Municipal de Ilhéus

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Cláudio Magalhães solicita homenagem ao bispo Dom Mauro Montagnoli e o saúda com oração indígena do século 16

12/08/2021 às 15h05

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Durante sessão ordinária, desta quarta-feira (11), o vereador Cláudio Magalhães (PCdoB) repercutiu a informação sobre a renúncia de Dom Mauro Montagnoli como bispo emérito de Ilhéus. O pedido de afastamento do religioso foi acolhido pelo Papa Francisco, no dia de ontem, por motivo de idade, conforme o cânon 401 do Código de Direito Canônico. 

Cláudio Magalhães referenciou o bispo como um pilar da fé católica e uma liderança espiritual no município, ainda lembrou que a Constituição Federal assegura o estado laico no país. “Nós, povo brasileiro, temos o direito constitucional de celebrar nossa crença, em qualquer aspecto. Então, quero pedir a presidência desta casa, que nós possamos prestar uma homenagem a este santo homem que dedicou sua a fé cristã em nossa cidade”, disse.

O vereador ainda ressaltou o papel importante de Dom Mauro para acalentar espiritualmente as pessoas e ser um referencial do catolicismo. “Montagnoli, com a sua grandeza, nos 500 anos de colonização do Brasil, atendendo ao Papa João Paulo II, pediu desculpas para todos os povos originários, reconhecendo que igreja católica historicamente esteve do lado dos colonizadores, daqueles que feriram índios e prejudicaram os povos originários, principalmente os da América Latina, colonizados por portugueses e espanhóis” destacou. 

Cláudio Magalhães, que é da etnia Tupinambá de Olivença, encerrou seu discurso com uma oração do povo indígena do século 16, em saudação a Dom Mauro Montagnoli.

“Ó grande espírito, cuja voz escuto nos ventos e cuja respiração dá vida a todos e todas. Escuta-me, estou presente a você, um dos seus filhos, sou fraco e pequeno. Eu preciso da sua força e sabedoria. Deixa-me caminhar em beleza e faça meus olhos observar sempre o pôr do sol vermelho e púrpura. Faça minhas mãos respeitarem as coisas que você fez, meus ouvidos aguçados para escutar sua voz. Faça-me sábio para que eu possa conhecer as coisas que você ensinou ao meu povo. As lições que você escondeu em cada folha e em cada rocha. Eu busco a força para não ser superior aos meus irmãos, mas para ser capaz de lutar contra o meu maior inimigo, eu mesmo. Prepara-me para que, ao chegar até ti com as mãos limpas e olhos corretos, então quando a vida desvanecer, assim como o pôr do sol, meu espírito irá até você sem nenhuma mancha”. Awêre